12 de outubro de 2016
Hoje eu estava com vontade de escrever sobre amor, afinal esse é o grande sentimento que nos move, mas existem tantas formas de amor…
Já que este é um blog materno imagina-se que vou escrever sobre amor de mãe certo?
Mas na verdade eu queria mesmo falar sobre outro tipo de amor…então mexendo em alguns arquivos encontrei esse texto que li não sei onde nem quando, mas gostei, apesar de um pouco melancólico…
Beijos!
Débora Bertoldi
Nem sempre nós ficamos com o amor da nossa vida
Eu acredito em grandes amores.
Mas vivo como se não acreditasse.
Eu não tenho expectativas fúteis para o romance. Eu não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de estar flutuando. Eu sou uma daquelas pessoas raras, talvez um pouco cansadas, que realmente gosta deste ambiente atual de conexão entre as pessoas e é feliz por viver numa época em que a monogamia não é necessariamente a norma.
Mas eu acredito em grandes amores, porque já tive um.
Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isto existe no mundo físico.”
O tipo de amor que surge como um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante anos. O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que você pensa que poderia aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe.
É amor do tipo “amor da sua vida”.
E eu acredito que funciona assim:
Se você tiver sorte, conhecerá o amor da sua vida. Estará com ele, aprenderá com ele, dará tudo de você para ele e permitirá que a influência dele te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma outra.
Mas aqui está o que os contos de fadas não vão te dizer – às vezes encontramos o amor da nossa vida, mas não conseguimos mantê-lo.
Nós não chegamos a nos casar com ele, nem passamos anos ao lado dele, nem seguraremos as suas mãos em seu leito de morte depois de uma vida bem vivida juntos.
Nós nem sempre conseguimos ficar com o amor da nossa vida, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.
Nós nem sempre chegamos a ficar com o amor da nossa vida, porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes você quer uma casa em uma pequena cidade do interior com três filhos e ele quer uma carreira movimentada na cidade. Às vezes você tem um mundo inteiro para explorar e ele tem medo de se aventurar fora do seu quintal. Às vezes você tem sonhos maiores do que os dele.
Às vezes, a maior atitude de amor que você pode ter é simplesmente deixa-lo ir.
Outras vezes, você não tem escolha.
Mas aqui está outra coisa que não vão te contar sobre encontrar o amor da sua vida: não ter vivido toda a sua vida ao lado dele não desqualifica o seu significado.
Algumas pessoas podem te amar mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem te ensinar mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.
Algumas pessoas entram nas nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.
E quem somos nós para chamar essas pessoas de algo que não seja “amores das nossas vidas”?
Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever as suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque os nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?
Talvez nós devêssemos simplesmente ser gratos por termos encontrado essas pessoas.
Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Pelas nossas vidas terem se expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.
Encontrar e deixar o amor da sua vida não tem que ser necessariamente uma grande tragédia.
Deixá-lo pode ser a sua maior bênção.
Afinal, algumas pessoas nunca chegam sequer a encontrá-lo
Texto de Heidi Priebe
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Bom…minhas filhas estão grandes mas ainda sinto o “mundinho de mãe” dentro de mim…quero registrar que amei o texto Nem Sempre ficamos Com o Amor da nossa vida, me fez recordar de um grande amor do passado e lembrar como tudo foi bom e intenso. Obrigada Dé por me fazer recordar. Beijos e sucesso!!!!!